A moda sofre mudancas rapidas, e 2016 sera o ano em que o “compre imediatamente após o desfile” de fato se concretizou nas mais diversas marcas (algumas já o faziam antes, mas ainda eram propostas isoladas).
Isso acarretou em uma Semana de Moda de NY de outono-inverno 2016/17 que a crítica especializada tem apontado como reducionista, entediante, sem o frisson que o mundo fashion gosta tanto de sentir (e que é tão difícil de gerar a cada 6 meses).
Ou seja: com a vontade de vender o que se desfila de bate-pronto e, ao mesmo tempo, o medo do risco dessa estratégia, perde-se o encanto.
Aposta-se no óbvio.
E será que isso é mesmo seguro a longo prazo?
Quem salva são marcas que continuam apostando no incomum, na autenticidade de sua passarela. O “diferente” – e não o que as pessoas já sabem que querem.
Sem isso, um desfile não vale muito, mesmo – não vale coisa alguma, é “esquecível”. Ver um desfile que vale hoje é mais que bom – é um alívio! É um fôlego pra esperança fashionista. São de ALEXANDER WANG, DELPOZO e MARC JACOBS, que fecha a temporada nova-iorquina com pompa, circunstância – e LADY GAGA na passarela!
Marc chegou num momento em que seu universo criativo já é tão bem fundado e fomentado que ele se permite revisitar ideias e misturá-las, reforçando ainda mais a imagem de sua marca – que, ultimamente, sofreu algumas “quedas” com a extinção da Marc by Marc e a saída do sócio-parceiro de longa data Robert Duffy.
Também parece se aproximar cada vez mais da moda festa das plumas e paetês (mas sempre com um twist diferente, por exemplo em remix com itens mais informais). Nesse outono-inverno 2016/17, ele joga com o gotico, o preto, o grunge e oversize. E ainda traz elementos que não tem a ver com esse time, como a bota anos 70 de plataforma e cadarço, a estampa de gatos e ratos ....UFAAA!!!



















